A casa
p.64
Text within this block will maintain its original spacing when publishedMadeira, vertical leito em desalinho.
- cores úmidas -. — cores sempre Húmidas.
cimento pela metade num banco de concreto.
ruínas. Longarinas de meia luz, atormentavam
destroços da genética predatória obrigatória;
árvores de quintal
fechadas por cadeados solares.
cinza brejeiro na terra onde não viveram frutos,
muito menos luz. — Pulsam sombras dum matadouro[...] A
porta que se desmancha sem tRanCas
pela alma cera vermelha no chão do quarto:
- em cima dele televisão, poltrona cloral e luminária lateral
de cogumelos, formando abóboda quadrilátera.
— Mantenha os olhos da casa vendados!
não lhe mostre a saída pela dupla porta em sépia chave,
onde samambaias arbustos de cor marrom
clareiam a insistência em roubar pedaços da morte.
respingos represas impediam refluxo esofágico nas soleiras
os arreios e cintos camuflados
contra
felicidade de adorno e um cão ficcional
silêncio natimorto e portão de tábuas
contato do mundo por gotas contadas
cercado por daninhas invisíveis
calabouços involuntários em carne viva
nos muros os calcanhares semimortos
do corpo que cresceu inerte
por entre os tornados onde tudo começou;
— A Casa
insanidade escondida no fundo da garrafa de conhaque.
luas em espasmos iluminavam arestas do concreto
goteiras varrem com água em vão
corpos dormentes sem consciência
vindouras mentiras ouvidas por entre a chuva
plantadas em desalinho por som rarefeito
Ademais, A Casa nunca abateu-se.
submersa em álcool e destroços
nem jamais derramou uma lágrima,
nem mesmo ao ver os corpos desabarem.
segurou as alças no funeral dos restos
nascidos em dor residente
porém, — Ignorante em diferenciar restos humanos de dinossauros extintos;
enquanto fantasias apocalípticas de família
atavam desespero n'alma.
Conversaremos…