A escolha da esfinge

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A escolha da esfinge

Text within this block will maintain its original spacing when publishedO que se apresenta por entre os dedos
Escolha que marca a morte d’alguma outra
Se aproxima claudicando cheiros anatômicos

O ardor das horas se desfaz
Ao nascer antecipando alvorada
No silêncio do enlace das teias de aranha
Rugidos ouvidos na parede

Antecipar agora apenas os pássaros
Cantando motes de barro bálsamo
Que calam exageros
De um tempo febril

Lamparinas elásticas iluminam trechos
Do vai volver volver e vai do peito
Ardendo uma espera corrida
De assimétrico trajeto

Andar na direção do menor morrer
Enquanto o céu se fecha ao chão
Expirando agudas navalhas de luz
Atravessando o que resta do viver

A peregrinação caudalosa
Pelo signo do desespero
Calmaria das escolhas feitas arrebentando o fígado.
Brutal, em pânico zen budista



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