Amor férreo (passo II)
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se esquecer de dizer
que estou na estação Marechal
é alma a desandar o desejo
por conta da velocidade em querer
não existe uma enésima penumbra
escondida atrás d'algum vento
que seja forte o suficiente para assustar
a sombra formada
no momento qual não se vê
há o tentar viver além
como toda a vida que se preza deve ser
onde o som distorcido de uma caixa
caduca quadrada de acordes
por entre sonares azuis
de uma lua cotidiana
e nada daquilo que se sente
se imagina ter ou querer
na verdade, muitas vezes, menos ainda
se deixa achar com facilidade
apenas se deixa procurar
e se achar, deixou-se
mas, se deixar, não se acha
hoje um frio imundo
lâminas de vento por dentro do meu rosto
arestas fechadas nas janelas de correr
os restos seguem nus, perdidos.
Nota: Leia a primeira parte do poema Amor Férreo aqui.