Antes de mais nada

p. 54

Antes de mais nada

Text within this block will maintain its original spacing when publishedantes de mais nada é preciso entender
que por mais desenfreada que possa parecer
tuas investidas nestas mensagens
elas são por demais extremas de alma

pujantes de calor coronário
o além oceano do sentir
como se fostes tu uma desbravadora espanhola
mas de alquimia tão linda e úmida
tens tez trigueira de um colapso
que por muitas horas invade meus sonhos

aqueles que se sonha acordado com mãos aos olhos
para poder transportar-se à outra porta dimensão paralela
algo transcendente como todos teus lábios quadriláteros
e todas partes de teu corpo que por demais me faltam

entendo que tua briga contigo é injusta
e por muito injusta parece que nossas vidas caminham nessas paralelas
nascidas na mais macabra teoria das cordas quânticas
do possível amor tântrico canto de desespero

urro do corpo que sente dói desaba descasca desatina descarrila atropela
aquele que dói pelo entrecantos
nunca se esqueça disso
mesmo que nunca seja algo que nunca se diz

entretanto de lembrança no jeito falado
em respeito da distância
enquanto as lágrimas sobrechegavam-se tônicas da vida
tu podias de qualquer momento
ver o mesmo lugar em espera de vazante
luzindo o caminho da saída cada vez mais necessária
contra o desespero cartesianamente vivo

por isso se veres o mar passar na tua porta
usa a maré de onde te escrevo agora
e entra sem bater
quem sabe teu rosto e sorriso não alumiam
o caminho do retorno à vida perdida nestas águas



Subscribe to Fabio N.Biazetti

Don’t miss out on the latest issues. Sign up now to get access to the library of members-only issues.
jamie@example.com
Subscribe