Bálsamo Bruto

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Bálsamo Bruto

Text within this block will maintain its original spacing when publishedCanvas pele; lava sob tela
Dissolver o corpo em cores cinzas
Mesclar os dentes desta alm'humana
Matizar tua voz tal farol no mar

Bálsamo bruto, casa de claves
O sangue em carne querer manducar
Saliva suma desmesurada
Do sal lançar-se enfim ao ar livre

Enquanto enlaça aos teus caminhos
Minha soturna escada atrabílis.


Text within this block will maintain its original spacing when publishedNota: Esse poema escrito em 2014 era completamente diferente:

Espero o dissolver
do corpo em cinza cor,
como se o trincar dentes
dessa maldita alma humana
pudesse em lava trabalhar
a pele em tela.

Aguardo o dia onde as claves
de tua voz movam-se,
como farol no mar.
Como carne em sangue,
esperando o bálsamo
da brutal saliva.

Engraçado como desapegar de fonemas requer uma certa força de vontade, mas é necessário…




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