Cósmica
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Text within this block will maintain its original spacing when publishedArvoredo espera o teu quadril qu’é bento
Nas mais divinas graças
Na crença dum tormento
Conexões cósmicas conectam encéfalos
Universos desconexos
Caminham folhas guias
Caravanas ao vento
Notocorda do impossível sonho
Navega por mágoas fantasmas
Um gene sombra pelo concreto
Aos trancos e barrancos
Assim a dor se desfez em palavras
Amarradas no poente do teu rosto
Aos seus longos cílios
Arvoredo espera o teu quadril qu’é bento
Nas mais divinas graças
Na crença dum tormento
O açoite alquímico e agudo do asfalto
Pranto parcimonioso de advertências sorrisos
Relembram os afazeres
De manter teus olhos em meus cíngulos
Precioso sentir vivalma
Poderoso, invencível e póstumo dos confins latentes
Paralisa atônito o sangue vil
Insistente teu corpo protege do frio mundano
Negligencia o cartesiano
Nega a morte travestida em destino
Norte urbano seco calor vulcânico
Arvoredo espera o teu quadril qu’é bento
Nas mais divinas graças
Na crença dum tormento
Residual exício dorme em brandas anastomoses
Desliza branca como a pele
Derrete pelo sol do norte
Decantada na densidade certa
Cozida derme evapora nosso amor.
Nota: esse poema nasceu hoje pela manhã em uma febre de escrever. Há uma semana moendo sintagmas em experimentos de crônicas (que ainda não acabaram), explodiu um poetar visceral.