Introdução
apontamentos sobre o começo.
Um livro de poemas nasce sobre o asfalto do Elevado João Goulart enquanto dois mil e dez morria atropelado por estertores de euforia, recobertos por algumas trabéculas pontiagudas residentes em redes sociais, que ao longo de três anos tornar-se-iam manjedouras coletivas de monstros.
O resto dessa diacronia, um país inteiro conhece.
Poesia construída em planos de fé claudicante, ainda vívida após sete anos esmagada na arcada dentária cartilaginosa urbana.
Os desamparos presenteados tais ternos novos, contudo, teima a possibilidade do amor rebentar.
A estreia do autor Fabio N. Biazetti, para além do retrato metropolitano social vertiginoso da primeira década no século XXI, é um retrato febril das mudanças políticas radicais de seu tempo, e uma reflexão profunda sobre a formação do gênero masculino; não apenas participante do processo histórico, mas a sua mais profunda ferida, que segue sangrando o planeta até o limite do irreversível.