Ode ao cerebelo
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Text within this block will maintain its original spacing when publishedColidir a chuva pela frente,
é sentir o cheiro do esgoto,
a galopar em poças. No poço,
residir pulsando horas de gente.
Saber sem esperar alivia?
Uma vivalma em eterno pulso.
Avante hey-lá-ohhh gene intruso,
corrói o resto de fisiologia pífia.
Salva, pois essa ínfima
substância cinza pedindo abrigo,
abençoa essa morte. Respira,
enfim atordoa a última
lástima poluída. Ferida ungida,
aberta pelo descontrole inerente!
Arrebata esta linha doente,
cura a melhor parte da vida!
Nota:
Ode ao Cerebelo foi publicado na versão impressa da Revista Subversa;
Veja em Portfólio