Origamis
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a[s]cendem sinapses.
as pálpebras em’im
nas sombras
eram suas
assim se acorda do sonho
e'm’ãos tremulares
bocas origamis
astrolábios
pernas eternas
braços, soltos
glande, clitóris
anis
tatame
hélice que assombra,
o repente da língua
rodando tal nem tanto
!casta!
alongando papilas,
sugando suas bordas algas
que assombram o perene gosto
[do inexistir
rond’a oscular por toda manhã em pensamentos
a desmontar e/montar tua pele completamente
tristeza que não medi
língua ainda em sede
desgasta o dente que cede
no teu trêmulo
clama (r)
enquanto uma consoante me assombra
azedume ausente
por não sentir
rondar a noite em vão
teu corpo em meus cadernos
dissolveu na saliva todo o revestimento preso
em manhã de pensamentos úmidos