Pandora (segunda versão)

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Pandora (segunda versão)

Text within this block will maintain its original spacing when publishedEstradas, engrenagens & alarmes

O cadafalso coberto em rosas
pronto a disparar um precipício
Cão Raivoso de Pólvora
desacelera a bala
garra a triturar o peito

O gosto metálico do concreto
nasce insólito no mito da destruição
não antevê o caminho
sinalizado aos tapas
iluminado de cinco em cinco anos

Coisas que desandam
dormem em esquina sem semáforo
maldito cadafalso
segue aberto tanto quanto esta caixa

Último aniversário comemorado aos vinte e cinco
debaixo d’uma armação verde
o metal cercado por apartamentos
ensina sobre lembranças

Tal estrada de céu laranja
no caminho da volta
desconexas afeições
no fim perderam-se pelo acidente

Linha do tempo asfalto
espaça o mesmo corpo
ao hiper estender joelhos no meio fio
pelas laterais dos ipês
e seus simbióticos chifres de platycerium

Claves abaixo do pensamento
enquanto o furacão repousa
som mínimo sussurro
o todo do presente rasga-se
como carta impublicável

Camada fina de suor na pele
única forma de não desaparecer
por completo por entre

borracha, pedrisco & calçamento

Cadafalso permanece aberto
enquanto
coração bombeia asas em direção ao farol.




Como já ficou claro, esse espaço está mudando.

Pandora é a penúltima postagem gratuita do laboratório.

Explico mais sobre o processo aqui.

Sua leitura e ajuda para um escritor que precisa de pelo menos dois empregos para manter-se no ofício é bem vinda.

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