Redoma
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Text within this block will maintain its original spacing when publishedPensa na vida
Arrudeia a esfera
Que lhe salga a língua
Não fala por falar
Nada do que não escreve
Olha e reolha
As folhas das cores paroxítonas
Enquanto animadas em seus caules
Trocam confidências com raios solares
Olha o céu
Com o encantamento
De quem não sabe onde está
Ou por certo
Desentende o entendimento
Sobre como chegou cá
Tenta vez em quando
Morder o céu
Com dentes em leite na frente
Com os detrás amparar as curvas
Dessa redoma azul
Rola em barbante
Por trás de uma nuvem
Desavisa os tons
Misturando o que tiver de cores
É brotar um salto
Levante carregando bolinhas
De canhões amparo
Deságua o tempo.