Redoma

p.27

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Redoma

Text within this block will maintain its original spacing when publishedPensa na vida
Arrudeia a esfera
Que lhe salga a língua

Não fala por falar
Nada do que não escreve
Olha e reolha
As folhas das cores paroxítonas
Enquanto animadas em seus caules
Trocam confidências com raios solares

Olha o céu
Com o encantamento
De quem não sabe onde está
Ou por certo
Desentende o entendimento
Sobre como chegou cá

Tenta vez em quando
Morder o céu
Com dentes em leite na frente
Com os detrás amparar as curvas
Dessa redoma azul

Rola em barbante
Por trás de uma nuvem
Desavisa os tons
Misturando o que tiver de cores

É brotar um salto
Levante carregando bolinhas
De canhões amparo
Deságua o tempo.