Rocha

p.61

Rocha

Text within this block will maintain its original spacing when publisheda luz pela lateral do rosto gélido
am asus2 asus4
um dedo perfaz irretocavelmente
uma batida
numa plástica porta onda

bm f# d e bm f# bsus4 b
estrofe sob engasgo úmido
o olho percorre algumas milhas
por entre potes e algumas gotas
depositadas ao fundo
bm f#
d e bm f# bsus4 b

d e scola-se por orifícios enquanto a dor
escolhe células epidérmicas
estripadas como galhos do corpo,
e açoita,
poentes refrões pulsando lábios entreabertos

am e bm f# am e bm
f# f#m f# bm
por única escolha duma culpa
empurrada pela garganta
bm f# d e bm f# e bm b bm
crescendo como câncer entre colágeno
contando os dias até onde
se tornará arcabouço

bm c#
f# g
bm f#
d e

o vazio dum corpo oco
onde punhos esmurram o castigo
elástica pele deformando-se em socos
means nunca
encolhida por fios outrem escolhidos
embutidos em cada desmembrar do desejo

bm f# b bm b
bm f# b bm b
bm f# b bm b

janelas por onde os olhos vagavam
veias dos isquiotibiais defloraram tubos químicos eréteis
castigados até não sobrar mais sangue
enquanto tudo o que foi dito
permanecia pensado calado

por fim numa cratera
una rocha transpassa o peito
permanecendo sem retirada
[bm f# b bm b]
plantada num ainda corpo liso
a cada passo tropeça em pedregulhos soltos
estaca carrossel onde os pés solidificam movediças
uma cabeça areia a vomitar restos



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