Roldana revisited

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Roldana revisited

Text within this block will maintain its original spacing when publishedCorpos se agarram
a pequenos pedaços de plástico
tentando dizimar mazelas
impostas pelo cotidiano inevitável.

O movimento mecânico
de contra peso é um açoite.

Apolo foi enganado quando lhe deram uma rocha
e a certeza que o suor
era transcendência
e não sangue.

Viés de confirmação
germes
roldanas
anilhas
armadilhas.

Os olhos perdidos
disfarçam movimento
caçam um ponto cego
cheiram poente de primavera.

Lira látex veneno
destruir o tempo
até o corpo ser desmontado
ao ponto da pele tornar-se alavanca.

Apolo foi enganado ao lhe darem uma rocha
enquanto lhe diziam
Filho, já não existe mais pai
apenas Abraão e um punhal
esperando teu carma na esquina.

Não há segredo perfeito
enovelado por espelhos
que cambaleiam distorções
o desejo é plástico ao relento
sustentado por senhores de fenótipo caduco.

O urro utópico de um corpo
em não conformidade
é um alento
as estrofes errôneas
que lhe perseguem, tormento.

Em outro século era possível
ver os tanques como meta
hoje, queimados em lama química
declamam ideologias mortas.

Apolo foi enganado ao lhe darem uma rocha
com a promessa de mil virgens
residentes no topo
em colantes atômicos.




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