Sêmen
p. 18
Text within this block will maintain its original spacing when publishedDa pele que se rasga expando todo remorso do corpo que não viveu.
Escala o peito claudicando solavancos de uma inquietação velocista
que retoma o ponto de partida sem nunca ter saído do lugar.
Ali, parada, encarando o tempo como se esperasse uma resposta
ansiosa do que será.
- e não foi -
Afaga os dentes encravados em futuro amedrontado
sem sequer ter dobrado a esquina.
Trêmulo sem direção, açoitado pelas mãos ininterruptas a esfregarem-se
no asfalto encravado dentro dos dedos.
Uma espera pelo que não vem pois se encontra em círculos nervosos
percorrendo os mesmo caminhos da tal pele.
O papel que se dissolve ao tentar apagar manchas de solidão em roupas íntimas.
Nota: eu escrevi uma longa nota, mas apaguei.