Trago
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Text within this block will maintain its original spacing when publishedAmor perdido
ardiloso
pelo asfalto
ungido
em piche de solidão
amargo
queima pelos cantos
nos bueiros
penetra em sonhos
cansados
distorce uma morte
anunciação
mas a vida é trago
amargurado
cinza de cigarro
dissolvida
em cada pele úmida
perdão
por isso em mirante
suspenso
amálgama das mãos
no horizonte
sem amarração absurda
enfim.
Nota: essa poesia é uma das minhas poucas vitórias dentro da literatura, menos pela exposição e mais por como essas pessoas incríveis (que disponibilizaram uma empatia enorme em um mundo repleto de cinismo) receberam os versos e deram uma vida linda ao poema.
Versão por Estrela Leminski & Téo Ruiz
Trago revisto pelo músico Bernardo Bravo, lançada no EP Arlequim de 2013:
E ainda uma cena extra no DVD da banda Música de Ruiz, São Sons, com todo mundo.
Descarrilo Cotidiano, escrito por Fabio N.Biazetti é uma publicação gratuita atualmente. O espaço funciona como portfólio e estúdio de experimentação onde todos meus textos, poemas, contos, roteiros e vídeos serão divulgados; em longo prazo pretendo transformá-lo em uma editora virtual própria.
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